17 março 2007

Táticas Medievais

Declamando versos de dor, ele grita:
- “Calunias, mórbidas derradeiras de...”
(Interrompido por um balbucio)
- Colocai o nome do culpado em questão!
(Proclama o grande senhor das terras, que por ali passara)
- Temo não ter mais onde levar meu chapéu, meu nobre senhor, caso revele este caro autor, respeitai, lhe suplico.
(Em voz trêmula, o homem prosseguiu indagando-o)
- De que servira o nome do Santo, onde de certa forma nada lhe foi provado, sobre seus milagres?
- Homem! Deixai de lado a justiça, preciso de regalias em minhas terras, nada mais convincente do que prender este pobre poeta. O que me dizes?
(Em expectativa de reverter o processo, o senhor espera. Até que o homem em tom forte o responde)
- Poeta não é bandido, apenas declama em suas crônicas poetizadas, a falta de escrúpulos dos ambiciosos por cargos que não lhes cabem, muitas vezes por maneiras nada convencionais. Espero que tenha entendido, meu senhor. Boa noite!
(Silêncio) ... !

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